Conhece o trabalho da ex-concorrente do Master Chef e gostava de melhorar os seus dotes quer a cozinhar quer a empratar? Aqui tem uma oportunidade de aprender com a melhor!
No último fim de semana de setembro, recebemos no RioSul Shopping a chefe Ann-Kristin para um showcooking muito especial. Foram quatro sessões, entre sábado e domingo, recheadas de receitas deliciosas, saudáveis e práticas. Mas se não tirou notas ou simplesmente não conseguiu estar presente nestes dias, foi a pensar em si que nos sentámos à conversa com a dinamarquesa mais conhecida da televisão portuguesa e lhe apresentamos não só as receitas de Ann-Kristin, mas um outro lado da finalista do Master Chef.
Passados quatro anos depois de ter participado no Master Chef, o que as pessoas ainda não sabem sobre Ann-Kristin?
Que eu não faço só sobremesas, isso é a uma ideia errada com que as pessoas ficaram sobre sobre mim e que dura até hoje. Atualmente tenho uma empresa de catering para marcas de luxo em Portugal e continuo a fazer muitos doces, sim, mas diria que passo metade do tempo a fazer doces e outra metade a fazer outras coisas. Formei-me em cozinha e não em pastelaria.
Outra ideia errada que muitas pessoas têm de mim é em relação àquilo que como. Umas pessoas julgam que como sempre pratos gourmet a todas as refeições e que cozinho em casa para mim da mesma forma que cozinho em trabalho, o que não corresponde à realidade: como coisas bem mais simples, opto por pratos feitos no forno muitas vezes. Outras pessoas pensam que, por eu manter a forma física, significa que não como os meus doces; também não é verdade, eu até sou gulosa!
Já contou que a sua origem dinamarquesa se revela também na cozinha. De que forma os sabores escandinavos se conjugam com os portugueses?
Os portugueses têm na cozinha alguns produtos muito bons e raros para os escandinavos: o peixe e o marisco ou, por exemplo, as amêijoas e o mexilhão – alimentos que um dinamarquês não encontra com facilidade. Considero um verdadeiro luxo cozinhar com os vossos ingredientes, são coisas muito exóticas para a cozinha escandinava e abre-me muitas possibilidades. Figos são um luxo, maracujás são um luxo! Enquanto cozinheira, os produtos portugueses entusiasmam-me muito.
No que diz respeito aos sabores, a cozinha portuguesa é muito apurada, forte, e a escandinava é muito mais simples, é fresca. As duas gastronomias ligam muito bem. Ainda no outro dia fiz um risotto que tinha coentros e amêijoas (ingredientes portugueses), e depois adicionei funcho, que é um ingrediente muito mais nórdico. Vou sempre ser dinamarquesa e ter estas influências escandinavas e por isso uso-as sempre que posso.
Que tipo de receitas apresentou nos showcookings do RioSul Shopping?
Desafiaram-me para fazer receitas facéis, rápidas e visualmente interessantes. Fiquei conhecida no Master Chef pelo empratamento que gosto de fazer: tento sempre apresentar os pratos da melhor forma possível e, assim, mostrar que podemos cozinhar em casa e obter os resultados que costumamos ver em restaurantes.
Estes showcookings ocorreram num Centro onde circulam muitas pessoas e foram eventos com entrada livre. Qual a importância deste tipo de iniciativas?
As pessoas estão acostumadas a cozinhar sempre da mesma forma e com os mesmos ingredientes; estas iniciativas são excelentes para as informar e inspirar. Consegue-se introduzir novas técnicas que sejam fáceis e saborosas, para que o público consiga abrir o leque e, eventualmente, consuma novos alimentos e novos nutrientes. Há quem tenha medo de arriscar, de ir ao mercado e optar por comprar alimentos novos e desconhecidos. Estes showcookings mostram às pessoas como podem inovar, dão-lhes ideias para que possam arriscar mais em casa e descobrir novos sabores na cozinha. E por mais livros ou vídeos que vejam, não há nada como esta interação que acontece nos showcookings. Foi um prazer apresentar um pouco do meu trabalho no RioSul Shopping e mostrar aos que lá estavam que toda a gente consegue fazer as minhas receitas, porque eu própria há uns anos também não era profissional de cozinha e conseguia fazê-las. É só pôr as mãos na massa e não ter medo de experimentar!



